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Zonas Mortas

representação das zonas mortas oceânicas

O termo “zonas mortas” está se tornando mais popular na atualidade e é realmente muito importante entender o que isso significa, pois é um grande problema ocasionado em sua maioria pelo ser humano. Existem algumas regiões ou zonas nos oceanos que apresentam um nível de oxigênio muito baixo, isso faz com que quase nenhuma espécie consiga sobreviver, essas são as chamadas zonas mortas.

Segundo a revista Science, essas zonas quadruplicaram nas áreas abertas dos oceanos e aumentaram em dez vezes nas regiões costeiras quando as comparamos com meados do século 20. Tais números são preocupantes, pois retratam o crescimento exponencial das práticas humanas que prejudicam o meio ambiente e o descaso com esse problema.

recife de corais morto/branqueado

Como são formadas?

 

Existem dois fatores principais que levam ao surgimento e crescimento dessas regiões com níveis baixos de oxigênio: O aumento da temperatura do planeta (e consequentemente da água) e o uso desenfreado de fertilizantes.

Nas regiões de mar aberto, o aquecimento global influencia muito, visto que a água quente tem menor presença de oxigênio quando comparada à fria e que os seres vivos respiram a uma frequência maior nessas águas, então quanto mais quente, maiores ficam as zonas. Além disso, elementos como fósforo e nitrogênio presentes em adubos e fertilizantes também são causadores desse problema, pois ao chegarem nos oceanos pelo curso dos rios, estimulam o crescimento desenfreado de algas que quando morrem, se decompõem e absorvem grandes quantidades de oxigênio.

Alguns dos compostos nitrogenados dos adubos, também estão presentes nas excretas dos animais e com o crescimento da pecuária, mais desse resíduo é produzido. A produção desses excrementos pelos bovinos pode ser até 130 vezes maior que a dos seres humanos, portanto a expansão agropecuária impacta diretamente no problema.

 

diversos animais mortos devido às zonas mortas

Qual o impacto delas?

 

Ainda que as zonas mortas sejam grandes e ocupem cada vez mais espaço, esse problema não geraria tanto impacto caso a localização das zonas fossem em ambientes mais inóspitos. Porém, como as áreas mais afetadas são as regiões costeiras, a degradação é agravada, visto que esses lugares são onde existe maior diversidade de espécies tanto animais quanto vegetais. 

O problema fica ainda mais grave quando o aumento da temperatura e redução da quantidade de oxigênio ocorrem em regiões com presença de recifes de corais, pois esses ecossistemas riquíssimos não suportam tais mudanças. Sendo assim, espécies de peixes, algas, crustáceos e entre outros que por vezes têm importância comercial acabam morrendo, tirando também o sustento de muitas famílias.

 

Na imagem, vê-se o rio Chester, um dos cursos d’água que desemboca na Baía de Chesapeake, nos Estados Unidos.

Onde estão as maiores zonas mortas?

O Instituto Mundial de Recursos e o Instituto de Ciência Marinha da Virgínia identificaram um número superior a 530 zonas mortas no mundo, o que representa uma porção importante das águas oceânicas. O problema que era restrito a países desenvolvidos agora passa a ser cada vez mais comum nos países em desenvolvimento, principalmente devido a questões econômicas e a mudanças na alimentação da população.

O fenômeno pode ocorrer também de maneira natural, como é o exemplo da região do Mar Negro, onde ocorre a mistura de água doce com salgada, formando a maior zona morta natural do mundo. As três maiores zonas mortas são a do Báltico, a do Golfo do México, e a que fica na foz do rio Yang Tsé, na China.

 

homem pegando peixes em um lugar com vários peixes mortos

O que podemos fazer?

Como quase todo problema, a forma de contornar está ligada diretamente ao que o causa. Portanto, para combater as zonas mortas, seria de suma importância a redução do uso de fertilizantes para que as zonas costeiras sejam menos afetadas, além de divulgar o assunto, falar sobre a temática ambiental é uma forma de conscientizar a população. Também devemos diminuir o máximo que pudermos a emissão de carbono ou fazer a neutralização do carbono.

Como a Lignum pode te ajudar?

No caso da Neutralização de Carbono, a Lignum quer te ajudar, quer saber como? Entre em contato conosco para conversarmos melhor sobre esse projeto e como podemos aplicá-lo ao seu empreendimento!

Texto por Rafael Castro

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